Passando um pano sobre Vila Rica x Paysandu

08/03/2009

Alguém precisa jogar muita bola no segundo turno para tirar de Vélber o título de craque do campeonato. O “Risadinha” é o cérebro e o coração do meio-campo bicolor. Toca a pelota com uma categoria impressionante, coloca os companheiros na cara do gol com facilidade e ainda faz os seus golzinhos. Em Breves, foram dois. Vélber parece ter reencontrado o futebol que jogou em 2003, época em que alguns cronistas de fora até o pediam na seleção brasileira…

 

Por mais que Édson Gaúcho insista que a imprensa deve exaltar os pontos positivos do Paysandu, a defesa bicolor segue sem inspirar nenhuma confiança. Roni, que tem a moral de usar a braçadeira de capitão, cometeu duas falhas primárias contra o Vila Rica. A primeira foi depois de um lançamento longo, em que a bola parecia bem simples para o domínio do zagueirão. Só que o atacante Pituta, naquele típico lance em que a moçada grita “ladrão!”, ganhou na corrida e quase balançou as redes. O gol acabou saindo pouco depois, na segunda falha crucial do becão. O goleiro Rafael Córdova tinha acabado de salvar um chute difícil de Pituta e a bola, depois de um bate rebate, sobrou para Roni, que estava de costas. O zagueiro virou lentamente e deu um bico tosco para a frente. A bola rebateu e sobrou para Pituta, que estava caído, mas teve tempo para se levantar e marcar. Vejam os programas esportivos de segunda-feira e digam se a zaga do Papão é uma tragédia ou uma comédia.

 

Pois não foi que Pituta, dono de um espirituoso apelido, conseguiu ser um dos grandes nomes da partida? Além de ter feito o gol de honra do Vila Rica, perdeu a oportunidade de empatar o jogo num lance do tipo “até vovó fazia”. Passou pelo goleiro e chutou pra fora, mesmo tendo apenas um zagueiro à frente.

 

Destaque também para a festa da torcida de Breves, que lotou as arquibancadas do Geraldão. Aliás, o próprio estádio merece nota 10, principalmente pelo gramado. É um dos melhores do campeonato paraense, talvez inferior apenas ao Mangueirão.

 

Na segunda-feira, os comentários sobre São Raimundo x Remo.

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O futebol profissional aporta no Marajó

02/03/2009

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O município de Breves vai receber os primeiros jogos profissionais de futebol da história da Ilha de Marajó. O estádio municipal Luiz Furtado Rebêlo foi liberado na vistoria feita pela Polícia Militar nesta segunda-feira. Ele será palco dos jogos do Vila Rica Marajó no segundo turno do Parazão. Tem capacidade para 5 mil torcedores.

 

O Vila Rica é um clube nômade. Tem sede em Belém, mas manda jogos na cidade que o patrocinar. Assim como foi no ano passado para Cametá (a 150 quilômetros de Belém), este ano jogará em Breves, já que os “padrinhos” agora são quatro prefeitos de municípios da região do Marajó.

 

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Breves é a maior cidade da Ilha em população: são mais de 90 mil habitantes. Para chegar lá a partir de Belém, só de duas formas: fretando um táxi aéreo (1 hora de voo) ou numa viagem de barco que dura de 10 a 12 horas. A distância vai criar um abismo entre os poucos participantes do Parazão. O Paysandu, que tem jogo marcado em Breves neste domingo, já anunciou que pretende viajar de avião. Os clubes pequenos não terão como escapar das embarcações de linha, em que os passageiros viajam ou em pequenos camarotes refrigerados ou em redes.