Mudanças nas séries C e D

19/03/2009

A CBF anunciou nesta terça-feira mudanças no formato de disputa das séries C e D do campeonato brasileiro. Com o objetivo visível de reduzir custos, a entidade decidiu enxugar datas.

 

A série C, com 20 clubes, vai ter quatro grupos com cinco equipes, e não mais dois grupos de dez. Os dois primeiros de cada chave se classificam para a segunda fase. A partir desta etapa, o campeonato entra em disputas eliminatórias até a decisão. Os semifinalistas serão promovidos para a segundona em 2010.

 

A série D, com 40 times, também teve uma mudança semelhante. Em vez de oito chaves de cinco clubes, vão ser dez chaves de quatro. Daí pra frente, o caminho é igual ao da série C: os dois primeiros de cada grupo avançam, as disputas eliminatórias começam e os semifinalistas sobem para a série C no ano que vem.

 

Os regulamentos não foram divulgados ainda. E a CBF ainda não explicou se as “disputas eliminatórias” são no formato mata-mata ou de novos grupos.

 

O fato é que apesar de ter sido uma espécie de “aviso prévio”, a novidade foi mal recebida pelo presidente do Paysandu. Em entrevista a uma emissora de rádio de Belém, Luiz Omar Pinheiro disse que vai reclamar ao diretor técnico da CBF, Virgílio Elísio, e que tem apoio de outros clubes e da FBA (Futebol Brasil Associados) nesta queixa. “Não posso montar um time caro como o do Paysandu para correr o risco de jogar poucas vezes. Quase todos os jogadores têm contrato até o fim do ano”, reclama, explicando que a formação do elenco foi baseada no regulamento que se imaginava no final do ano passado: todos contra todos em pontos corridos.

 

A reclamação do cartola é consistente e a mudança torna o campeonato menos atrativo. Só que é preciso ver o lado bom da coisa. Se as “disputas eliminatórias” a que a CBF se refere forem jogos de mata-mata, o caminho até o acesso vai ser curtíssimo. Para subir para a série B, um clube precisaria apenas passar do primeiro mata-mata, ou seja, fazer nada mais que dez jogos. Galho fraco para quem precisa desesperadamente sair do limbo que é a terceirona.

Anúncios

Será que cola?

21/02/2009

O presidente do Remo, Amaro Klautau, é o autor de uma idéia que ainda será apresentada oficialmente à CBF. O cartola quer que a série D do campeonato brasileiro, que vai ser disputada pela primeira vez este ano, tenha grupos com sedes fixas. A fórmula seria semelhante à da finada Copa dos Campeões. Para escolher as cidades, seriam levados em consideração os clubes de massa que podem participar. Exemplo: uma sede em Belém por causa do Remo, uma sede no Recife por causa do Santa Cruz, etc… Pelo fato de jogarem longe de casa, os clubes de menor torcida receberiam compensações financeiras, o que, na opinião do presidente remista, seria facilmente rentável.

 

A proposta é um pouco inusitada e de certa forma oportunista, mas não deixa de ter alguma coerência. Afinal de contas, se a CBF já tinha dificuldade para bancar três campeonatos, a situação será pior com quatro. Vale a discussão.


CBF dá ultimato ao Remo

19/02/2009

A Confederação Brasileira de Futebol deve comunicar oficialmente o Remo amanhã a respeito da denúncia do clube ao Superior Tribunal de Justiça Desportiva. O motivo é uma ação civil pública movida por defensores públicos paraenses, com o objetivo de salvar o Remo do rebaixamento à série D. Caso a ação não seja retirada, o Leão pode ser suspensos de todas as competições promovidas pela CBF.

 

A ação foi proposta pelos defensores públicos Alexandre Bastos e Vladimir Pereira Koenig em outubro do ano passado. Eles pedem a suspensão do campeonato brasileiro da série D este ano e ainda a inclusão do campeão e do vice-campeão paraense na terceirona. Segundo os defensores, a CBF desrespeitou regras previstas no Estatuto do Torcedor. A nova competição (com seus critérios de acesso e descenso) foi criada durante a realização do campeonato de 2008.

 

A ameaça da CBF ao Remo não deve ir às últimas conseqüências, mas não chega a ser uma bravata. Uma coisa é fato: a Copa João Havelange de 2000 foi o marco do fim das viradas de mesa baseadas em recursos de clubes na Justiça comum. Na última década, sete campeões brasileiros foram rebaixados para a segundona e tiveram que subir de volta no campo. Portanto, o melhor é economizar os honorários dos advogados e poupar os esforços e preocupação. Problema é o que já não falta.