Marquinhos Marabá deixa o Paysandu

17/03/2009

Terminou o impasse envolvendo o atacante Marquinhos Marabá e o Paysandu. O jogador anunciou ontem à noite que vai deixar a Curuzu e voltar para o Campinense. A decisão foi tomada depois de um acordo com a diretoria bicolor. Marquinhos disse que vai ressarcir o clube nas despesas com passagens aéreas e taxa de inscrição no campeonato paraense.

 

É um desfecho que segue o esperado dentro do que Travinha já havia antecipado na semana passada. Uma ressonância magnética constatou uma lesão grave e rara no joelho de Marquinhos Marabá, apesar de ele não se queixar de dores e vir jogando pelo Campinense na temporada 2009. Sabendo do risco de essa lesão se agravar, o Paysandu propôs que Marquinhos assinasse um termo de responsabilidade. Ele não aceitou, o que dá a entender que o jogador sabe do risco que corre.

 

Nesta novela, não se pode condenar a diretoria do Paysandu. O Papão fez o que qualquer outro clube faria às vésperas do fim do prazo de inscrições para o campeonato paraense: com um bom jogador prestes a fechar negócio, assinou um contrato de empréstimo para segurá-lo enquanto fazia os exames admissionais. Nesse período, preservou Marquinhos, não deixou que ele desse entrevistas e, pelo menos de acordo com o que se tem dito à imprensa, o Paysandu termina sem grandes custos. Apenas devolvendo ao Campinense um problema que lhe pertence.


BOMBA! Marquinhos Marabá tem lesão rara e grave no joelho

10/03/2009

O atacante Marquinhos Marabá, recém-contratado pelo Paysandu, não poderá jogar o campeonato paraense. A ressonância magnética feita durante esta semana constatou uma lesão grave e rara no joelho direito do jogador. Marquinhos tem uma ruptura no ligamento cruzado posterior (o da parte de trás). É uma contusão pouco comum, já que, segundo um especialista consultado por Travinha, nove entre dez rupturas de ligamento cruzado de joelho são no anterior (o da parte da frente). O especialista também informou que esta lesão pode provocar uma instabilidade e até a ruptura do ligamento anterior.

 

A ressonância magnética também constatou duas outras lesões associadas: uma no menisco e outra na cartilagem do joelho. Segundo o especialista ouvido por Travinha, elas podem até não ter sido provocadas pela lesão maior. Mas levam Marquinhos Marabá a não ter outra saída que não seja a cirurgia. A recuperação levaria pelo menos três meses. Ou seja, o atacante só estaria pronto para jogar no campeonato brasileiro.

 

Marquinhos não reclamava de dores e vinha jogando no Campinense. Mas a lesão pode justificar o início de temporada ruim que o atacante teve no clube paraibano. Ano passado, ele marcou 25 gols com a camisa da Raposa de Campina Grande. Este ano, em 9 partidas, não balançou a rede nenhuma vez.

 

O departamento médico do Paysandu não confirma e nem desmente a informação. Só vai se pronunciar oficialmente quando terminar a bateria de exames do jogador, possivelmente nesta sexta-feira.


Mais um matador a caminho

05/03/2009

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A diretoria do Paysandu confirmou hoje a contratação do atacante Marquinhos Marabá, de 30 anos, que estava no Campinense (PB). O jogador chega a Belém nesta sexta-feira.

 

Como o apelido denuncia, Marquinhos nasceu em Marabá e tem 30 anos de idade. Jogou no Paysandu, na Tuna, no Treze (PB), no Atlético (GO), no Juventude (RS) e em clubes de Portugal e dos Emirados Árabes Unidos. Ano passado, jogou pelo Águia no Parazão. Mas se destacou mesmo no Campinense. Marcou 12 gols no campeonato paraibano e mais 13 na série C. Foi o artilheiro da Raposa na campanha do acesso à segundona.

 

Vai ficar difícil a disputa por uma vaga no ataque do Paysandu. Com Zé Carlos em grande fase, com Reinaldo e Zé Augusto se recuperando, e com Marquinhos Marabá chegando, o Papão monta uma artilharia de peso não só para o campeonato estadual, mas também para a série C.

 

 

 Só que não custa nada perguntar: e zagueiros? Não vem não?


Um camisa 10 direto do exterior

03/03/2009

À direita, Claudinho, novo meio-campo do Remo

À direita, Claudinho, novo meio-campo do Remo

 

O Remo apresentou hoje aquela que deve ser a última contratação do clube no campeonato paraense. É o meio-campo Claudinho, de 26 anos, que teve o currículo construído no exterior. Jogou na categoria sub-20 do Racing Strasbourg da França. Entre 2005 e 2006, esteve no Atlético Paranaense. Entre 2006 e 2007, Cláudio André Santos Assis jogou no Melbourne Victory, da Austrália. Ao lado de outros dois brasileiros, ficou conhecido como “The Trio From Rio”. A contratação dos três foi de grande impacto, mas Claudinho não emplacou. Foi dispensado depois de fazer apenas quatro partidas. Em 2007, jogou no Santo André e depois voltou ao exterior, desta vez para o Iraklis Thessaloniki, da Grécia.

 

Na entrevista durante a apresentação no Baenão, Claudinho se disse feliz por voltar a jogar no Brasil e num clube de massa como o Remo.

 

Só que o novo candidato a camisa 10 remista vai ter que driblar a desconfiança. Há pouca informação sobre ele na internet. Além disso, consultei dois amigos torcedores do Atlético Paranaense, clube pelo qual Claudinho passou mais tempo no Brasil. Um deles disse que nem lembrava de algum Claudinho. Outro disse: “ele deve ter tido tão poucas ou nenhuma chance que não marcou nem positiva e nem negativamente”.

 

Pra quem quiser ajuda para tirar algumas conclusões, Claudinho tem um vídeo no You Tube:


Alexandre não vem mais

26/02/2009

Depois de ser dado como reforço certo do Remo, o meio-campo Alexandre não deve mais vir. É o que garante o diretor de futebol do Avenida, do Rio Grande do Sul, clube com o qual o jogador tem vínculo. Segundo Lúcio Coletti, o contrato de Alexandre vai até 30 de abril e o prazo de inscrições do campeonato gaúcho já terminaram. Ou seja, não haveria como fazer uma contratação de reposição. Além disso, Alexandre já estaria apalavrado com outro clube do interior do Rio Grande do Sul.

 

A disputa não é à toa. Alexandre se destacou pelo Avenida na segunda divisão do Gauchão do ano passado. Este ano, na elite, o time ficou a dois pontos de se classificar para as quartas-de-final do primeiro turno. Alexandre marcou três gols em oito jogos. Parece pouco, mas é o mesmo número de Alex Mineiro, badaladíssimo reforço do Grêmio.

 

É a segunda “barrigada” da diretoria remista em menos de três meses no assunto contratações. Em janeiro, o presidente Amaro Klautau deu como certa a contratação de Maico Gaúcho, do Luverdense. Mas, por se recusar a pagar a cláusula penal (que chegou a cair pela metade para facilitar a negociação), ficou sem o jogador.


Últimas do mercado

23/02/2009

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O atacante Bruno Rangel, de 27 anos, foi contratado pelo Águia para disputar o segundo turno do Parazão. Bruno se destacou pelo Ananindeua na série C de 2006 e jogou também no Bonsucesso (RJ) e no Baraúnas (RN). Pode ser uma solução do Águia para a falta de pontaria do ataque. Assim como o acesso à série B no ano passado, a classificação para a final do segundo turno do Parazão escapou por um golzinho apenas.

 

O volante Cléberton foi dispensado pelo Ananindeua e contratado pelo São Raimundo. O clube santareno tenta legalizá-lo ainda para a decisão do primeiro turno contra o Paysandu


Tudo em família

17/02/2009

O Remo apresenta na tarde desta terça-feira o meio-campo Léo Oliveira como nova contratação. Ele foi revelado pelo Tiradentes no Parazão do ano passado e teve como último clube o Itumbiara, de Goiás. Léo tem 26 anos e é irmão do atacante Bebeto, que foi apresentado na semana passada e deve estrear na semifinal de quarta-feira contra o São Raimundo.

 

A cadeia de DNA não para por aí. Léo Oliveira e Bebeto são sobrinhos do ex-atacante do Remo , do Paysandu e do Castanhal, Edil Highlander. O tio foi um ídolo irreverente. Os sobrinhos parecem ser bem mais discretos. Mas a torcida do Remo só espera gols, e não fanfarronice.