Adeus, Águia

23/04/2009

Águia, sonho, voar, surpresa, obstinação… É meio difícil comentar o desempenho do Águia de Marabá sem usar algumas dessas palavras. E logo vem à cabeça a infame canção “Sonho de Ícaro”, do Byafra, que conta a famosa lenda grega do jeito mais psicodélico e esquisito.

 

Pois bem. O Águia tinha um sonho audaz feito um balão: eliminar o Fluminense da Copa do Brasil. Bastava um empate para isso, mas o Azulão jogou como se precisasse vencer. Atacou bastante no primeiro tempo. Só foi prejudicado pela falta de pontaria e por um impedimento mal marcado aos 40 minutos. Lá atrás, o goleiro Ângelo conseguiu defender alguns bons ataques do Flu e se tornou o grande nome da primeira metade do jogo.

 

Mas dentro do bombom, havia um licor a mais. E no banco de reservas do Fluminense, havia Maicon. O garoto de 19 anos marcou dois gols e deu o passe para mais um. Foi figura fundamental na vitória tricolor por 3×0 e transformou o Águia em anjos de gás e asas de ilusão

 

Pretensões desfeitas na Copa do Brasil, o Águia de Marabá agora volta atenções para o campeonato brasileiro da série C, que começa daqui a pouco mais de um mês. O Azulão joga a primeira fase ao lado de Paysandu, Rio Branco, Luverdense e Sampaio Corrêa e é forte candidato a uma das duas vagas na segunda fase.

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O sonho de Galvão

18/04/2009

galvao

 

João Galvão é um cara simples. Paraibano e apaixonado por futebol desde garoto, seguiu o sonho de quase todos os jovens brasileiros e tentou ser jogador. Não teve muito sucesso. As andanças da família o levaram até Marabá, no sudeste do Pará. Desistiu de ser um grande atleta mas não deixou o futebol de lado. Foi um dos fundadores do Águia, clube que surgiu em 1982 e se profissionalizou em 1999. Galvão já jogou, foi presidente e técnico da equipe. Chegou a acumular os dois últimos cargos no ano passado, a temporada mais importante da história do Azulão. Em 2008, o Águia foi vice-campeão paraense e quinto colocado na série C do Brasileiro. Só não subiu para a Segundona porque ficou um gol atrás do Duque de Caxias nos critérios de desempate.

 

Nas últimas semanas, Galvão dizia que o dia 16 de abril traria a realização de um sonho. O jogo entre Águia e Fluminense pela Copa do Brasil o colocaria frente a frente contra um de seus grandes ídolos: Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994. Seria um duelo quase novelesco. De um lado, um treinador vitorioso com longa rodagem internacional. Do outro, um técnico que desponta no cenário do esporte mais por ser um bom personagem e por não ser muito além de um bom “arrumador de times”. A diferença foi evidenciada antes do jogo da última quinta-feira. João Galvão deu de presente a Parreira uma caixa de castanhas-do-pará e bombons de chocolate. Um gesto simplório e cheio de uma gentileza quase devocional.

 

Só que a cordialidade de Galvão terminou com o apito inicial do jogo. O Águia partiu pra cima do Fluminense e abriu o placar logo a um minuto de bola rolando. Fez 2×0 ainda no primeiro tempo. O tricolor só marcou o gol de honra no segundo tempo, tornando o trabalho dos cariocas no jogo de volta mais fácil. O Flu só precisa de 1×0 no Maracanã para marcar presença nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

 

Mesmo sabendo que eliminar o Fluminense não será fácil, Galvão está em êxtase. Os fatos já ultrapassaram os limites do sonho dele. E lá se vai o Águia, surpreendendo quando menos se espera e protagonizando histórias que brincam com a fronteira entre o fantasioso e o real.


Um prejuízo do tamanho da festa

09/04/2009

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A noite no Mangueirão foi espetacular. Arquibancadas lotadas, luz, cores, barulho… Pena que o atual time do Remo não mereça a torcida que tem. No primeiro tempo contra o Flamengo, quando enfrentou um jogo mais equilibrado, não ameaçou o gol de Bruno em nenhum momento. No segundo tempo, quando podia ter partido pra cima depois de uma substituição ousada, se acomodou e deixou o rubro-negro liquidar o jogo em dois apagões. Uma falha na marcação em uma cobrança de escanteio e um contra ataque depois de uma bola perdida toscamente no ataque.

 

Resultado: os 2×0 eliminaram o Remo da Copa do Brasil sem a necessidade do jogo de volta e fizeram com que o clube deixasse de ganhar um bom dinheiro. O regulamento da Copa do Brasil diz que a renda líquida de um jogo é toda do mandante, a não ser que o visitante o elimine logo na primeira partida. Nesse caso, 60% ficam com o vencedor e 40% com o perdedor. Foi o que aconteceu ontem. O Leão, se tivesse feito um golzinho, levaria sozinho os 683 mil reais limpos de despesas. Mas acabou ficando só com 273 mil. O Flamengo levou 410 mil. Se surpreendesse e eliminasse o Mengão, o Remo ainda levaria mais 220 mil reais só da cota de participação na terceira fase.

 

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A derrota só aumenta a pressão por um bom resultado no Re-Pa deste domingo, que pode ser o último jogo oficial do Remo em 2009. Um empate elimina o Leão do campeonato paraense e tira qualquer chance do clube se classificar para a série D do campeonato brasileiro. O clássico de número 700 promete ser a festa mais tensa do futebol paraense nos últimos anos.


Sobre Remo x Flamengo

07/04/2009

 – Nos treinos após a vitória sobre o Castanhal pelo Parazão, o técnico do Remo Artur Oliveira não escondia a preocupação com o lateral do Flamengo Léo Moura. Tanto que tinha até pensado num esquema tático diferente para conter os avanços do ala ao ataque. Sorte ou simples traquinagem do destino, Léo Moura está entre os titulares poupados por Cuca para o jogo desta quarta-feira. Artur deve agradecer ao colega flamenguista ou se preocupar com o substituto?

 

– Falando em Artur, o técnico remista cometeu uma gafe involuntária ontem à noite. Foi ao aeroporto buscar o filho que chegava de Rio Branco, mas acabou dando de cara com centenas de torcedores rubro-negros que esperavam a chegada do Flamengo para tietar os jogadores. Artur ficou visivelmente sem graça ao perceber a situação, mas deu sorte por ter encontrado muitos fla-remistas no saguão de desembarque.

 

– O técnico Cuca driblou as entrevistas na chegada a Belém, apesar de ter uma história na cidade. O Remo foi um dos últimos clubes do ex-craque do Grêmio na carreira como jogador. Em 1994, o então meia-atacante marcou dois gols na campanha do Leão no campeonato brasileiro da série A. Um deles foi uma pintura na goleada de 5×1 em cima do Cruzeiro em pleno Mineirão. Em 1999, já como treinador, Cuca voltou a Belém no comando do Avaí para enfrentar o Remo. O Leão venceu por 7×1 e Cuca talvez tenha se arrependido de existir naquela noite. Em 2001, Alex Stival foi contratado para comandar o Remo, que andava entre trancos e barrancos na série B. Perdeu um Re-Pa na Curuzu e caiu com o time para a lanterna do campeonato, mas comandou uma reação com quatro vitórias consecutivas. Só que algumas rodadas mais tarde, perdeu três jogos consecutivos e pediu o boné. Sem Cuca, o Remo conseguiria se livrar do rebaixamento para a série C apenas na penúltima rodada. O treinador voltaria à cidade em 2005, comandando o Coritiba num jogo pela série A contra o Paysandu. A partida foi na semana anterior ao Círio de Nazaré e Cuca trabalhou vestindo uma camisa com a imagem de Nossa Senhora. A proteção da padroeira não adiantou e o Coxa perdeu por 3×1 para o Papão.

 

Confira o jogo em que Cuca arrepiou com a camisa do Remo:

 


Serviço: Ingressos do Re-Fla

05/04/2009

A assessoria de imprensa do Remo divulgou o plano de venda de ingressos para o jogo contra o Flamengo nesta quarta-feira. Serão disponibilizados 40788 ingressos, entre bilhetes de arquibancada, cadeiras e gratuidades. Serão vários pontos de venda e distribuição. Anote aí:

 

1.     LOJAS DA REDE DE FARMÁCIAS BIG BEN: vendas a partir das 15h do dia 04/04 até 12h do 08/04.

 

RELAÇÃO DE POSTOS DE VENDA DA BIG BEN:

 

1.     Cidade Nova  VIII

2.     Assembléia Paraense

3.     Paulista (Humaitá)

4.     Moderna (CAN)

5.     Belém (Gentil)

6.     Praça  Brasil

7.     Castanheira

8.     Doca

9.     Icoaraci

10. BR (Ponto Certo)

11. Cidade Nova I

12. Pedreira (Mariz e Barros)

13. Tavares Bastos

14. Padre Eutíquio

15. São Brás

16.  Batista Campos

17. Gentil (Alcindo Cacela)

18. Mangueirão

19. José Bonifácio (José Malcher)

20. Senador Lemos (feira)

21. Duque (c/ Lomas)

22. Sacramenta c/ Dr. Freitas

23. Center Nazaré

24. Cidade Nova VI

25. Marex

26. Entroncamento

27. 1º de Dezembro

28. Ananindeua (P.M.A)

29. Pariquis

30. Dalva

31. Artur Bernardes (P. Socorro)

32. Maguary

33. Domingos Marreiros (c/ Duque)

34. Cordeiro (Tapanã)

35. Esso (Túnel)

36. Marituba

37. Jurunas

38. Monte Pio

39. Guajará  (Prov. Paar)

40. Vila Sorriso

41. Rua Nova (c/ Mauriti)

42. Mauriti (c/ 1º Dezembro)

43. Guanabara

44. Humaitá (c/ Pedro Miranda)

 

2.     SEDE SOCIAL DO CLUBE DO REMO: venda somente para sócios, a partir do dia 06/04, das 9h às 12h e das 15h às 18h, até o dia 08/04, às 12h.

 

Ingressos para menores de 12 anos: 200 gratuidades, a serem distribuídas mediante apresentação do ingresso do pai ou responsável, com a comprovação da dependência (sócios e não sócios)

 

3.     BAENÃO: vendas a partir do dia 06/04 de 9h às 12h e de 14h as 18h.

 

Somente meia entrada: 1.780 ingressos (limitado a 02 ingressos por pessoa, com a obrigatoriedade da apresentação de carteira estudantil e identidade)

 

4.     GINÁSIO SERRA FREIRE (acesso pela Brás de Aguiar): a partir do dia 06/04 de 9h às 12h e de 14h às 17h.

 

Distribuição de ingressos para idosos e aposentados: 1.388 gratuidades;

 

 

5.      ASSOCIAÇÃO DAS PESSOAS COM DEFICIÊNCIA: a partir do dia 06/04.

 

Distribuição de ingressos: 595 gratuidades;

 

 

6.     FEDERAÇÃO PARAENSE DE FUTEBOL: a partir do dia 06/04.

 

Distribuição de ingressos para a Associação de Ex-atletas Profissionais de Futebol: 40 gratuidades;

 

7.     SEEL: a partir do dia 06/04

 

Camarotes: 140 ingressos

 

8.     As gratuidades para agentes públicos de segurança (Bombeiros, PM, Polícia Civil), serão disponibilizadas às respectivas organizações;

 

9.     CEJU E DETRAN (entorno do Mangueirão): Vendas no dia 08/04, a partir das 15h, até o término dos ingressos ou até 21h, caso haja sobra de ingressos, limitados a 5 por pessoa.


Águia indomável

20/03/2009

aguia

 

Tá certo que o América não é um Atlético ou um Cruzeiro, mas a vitória do Águia de Marabá nesta quinta-feira no Mineirão foi um resultado que surpreendeu céticos e otimistas. Não apenas classificou o clube marabaense para a segunda fase como também quebrou um longo tabu. Há 15 anos, nenhum time do Pará conseguia uma vitória no Mineirão. De lá para cá, foram nove derrotas em nove jogos. Se forem contados os confrontos no estádio Independência, a seca dos paraenses em Belo Horizonte já durava 13 partidas.

 

O Águia se deu bem sem uma atuação de encher os olhos. Simplesmente foi mais eficaz. Jogou mais fechado, como qualquer clube que precisa de um empate fora de casa deve jogar. Tomou um sufoco no final do primeiro tempo e se livrou de tomar gols graças à noite inspiradíssima do goleiro Ângelo. Acabou marcando no segundo tempo numa jogada que se não terminasse em gol, terminaria em pênalti.

 

 

A vitória do Águia fez com que os clubes paraenses encerrassem de forma impecável (pelo menos nos números) a primeira fase da Copa do Brasil. Quatro jogos, quatro vitórias. Agora, eles esperam dois grandes do Rio na segunda fase. O Remo joga contra o Flamengo. O Águia, contra o Fluminense. Agora, sejamos realistas: dificilmente Leão e Azulão seguem na terceira fase.

 

A CBF divulgou hoje as datas dos jogos da segunda fase:

 

Remo x Flamengo – Mangueirão – 08/04 – 21h50 (possivelmente será transmitido pela TV Globo)

Águia x Fluminense – Mangueirão – 16/04 – 21h30 (possivelmente será transmitido pelo Sportv)

Flamengo x Remo – Raulino de Oliveira (Volta Redonda) – 22/04 – 21h50 (possivelmente será transmitido pela TV Globo)

Fluminense x Águia – Maracanã – 23/04 – 19h30


Águia também vence na estréia

04/03/2009

O Águia estreou com vitória na Copa do Brasil: 2×1 sobre o América Mineiro em Parauapebas. Darlan e Sinésio abriram 2×0 no primeiro tempo. Bruno Mineiro descontou aos 8 do segundo. Esse golzinho pode fazer uma diferença danada contra o Azulão de Marabá. Afinal de contas, o Coelho só precisa vencer de 1×0 no jogo de volta em Belo Horizonte para passar de fase.