Semifinais: capital leva a melhor no retrospecto

17/02/2009

As semifinais do primeiro turno do Parazão começam amanhã com dois duelos entre capital e interior. Os representantes de Santarém e Castanhal tentam desbancar a hegemonia da dupla Re-Pa.

 

Mas se o retrospecto contar, São Raimundo e Castanhal entram em campo com desvantagem. Nos confrontos diretos de 2000 para cá, Remo e Paysandu ganham fácil de seus adversários.

 

Nestes últimos dez estaduais (contando com o de 2009), Remo e São Raimundo se enfrentaram 13 vezes. O Leão venceu 9 jogos. O São Raimundo, apenas dois, mas tem no cartel a última vitória: 5×1 na primeira rodada do Parazão 2009. Houve ainda dois empates.

 

Já Paysandu e Castanhal fizeram 22 partidas. O Papão levou a melhor em 12. O Castanhal venceu 7. Houve ainda três empates.

 

Vale lembrar que Bicola e Japiim protagonizaram um duelo épico no campeonato de 2000. As duas equipes se enfrentaram sete vezes ao longo da competição, entre fases de classificação, pentagonal final e playoff valendo o título. O Castanhal venceu três e o Papão, duas. Houve dois empates. Detalhe é que o time do interior perdeu o título mesmo com mais vitórias sobre o rival e tendo vencido o último jogo: 1×0 no Mangueirão.


Artur, o emotivo

16/02/2009

artur-oliveira

A surpreendente passagem do Castanhal para as semifinais do primeiro turno do Parazão teve pelo menos três grandes personagens. O goleiro Alencar Baú foi decisivo em vários lances, especialmente na cabeçada do atacante Edinho no final do jogo contra o Remo. O atacante Torrô marcou os dois gols da virada e se tornou o artilheiro do campeonato com uma impressionante média: cinco gols em quatro jogos. E o técnico Artur Oliveira chorou copiosamente ao fim da partida, comemorando a classificação. Agradeceu ao empenho dos atletas que “jogaram por ele”, nas palavras do próprio comandante.

 

Artur é um treinador emotivo, para o bem e para o mal. Explosivo, ele não deixa passar erros de arbitragem. Depois do jogo Castanhal x Águia, soltou desaforos contra o árbitro Olivaldo Moraes, que marcou um pênalti duvidoso a favor do time de Marabá. O temperamento difícil também o costuma colocar frente a frente com dirigentes, como já aconteceu no Rio Branco e no Remo.

 

Mas a emotividade é o sinal de uma das grandes virtudes de Artur: o envolvimento com o próprio trabalho. O técnico fez uma campanha brilhante com o Castanhal na primeira fase do estadual e decidiu continuar na segunda fase, apesar das circunstâncias que não eram favoráveis. O Japiim sofreu um desmanche, perdeu 10 jogadores e mais um patrocinador que bancava grande parte dos salários. O time começou mal, só foi vencer na quarta rodada. Na quinta, era vice-lanterna e, ainda assim, conseguiu a classificação. Com o grupo na mão e credenciado pelo crescimento do Castanhal, Artur chega fortalecido às semifinais e com potencial de atravessar o caminho do Remo na luta por uma vaga na série D.