Apito inicial

15/02/2009

O futebol é o esporte mais simples e barato de se praticar. Basta um pouco de criatividade para substituir o único equipamento obrigatório: a bola. Meias enroladas, garrafas plásticas, latas de bebidas… Tudo isso pode virar uma pelota. Traves são quase supérfluas. Chinelos, tijolos ou pedras substituem facilmente as balizas nas brincadeiras.

 

E esta é a explicação da origem do nome deste blog. Travinha é um jogo de futebol que deve ter outras denominações pelo Brasil afora (já ouvi falar em “golzinho”). No Pará, é uma partida em um espaço pequeno, em que  as traves são minúsculas. Marcadas com qualquer objeto, elas são separadas por quatro ou cinco passos. Não há goleiro. E geralmente os desafiantes são duplas ou, no máximo, trios.

 

Travinha foi o nome que escolhi para simbolizar o futebol paraense sem regionalismos clichês. É um jogo que qualquer menino nascido aqui conhece e já brincou. E este é o mais novo cantinho do futebol paraense na blogosfera. O momento não é bom. Os clubes estão endividados, carentes de boas revelações e fora das duas principais divisões do campeonato brasileiro. O presente é doloroso, o futuro é incerto, mas o passado é rico. Sobram grandes fatos, ídolos inesquecíveis, jogos memoráveis e curiosidades impagáveis.

 

Por isso, este blog não vai apenas dar notícias e fazer análises do dia-a-dia dos clubes do Pará. Mas também ajudar a relembrar o passado glorioso de Remo, Paysandu e Tuna, já que até mesmo a internet é carente de informações sobre fatos muito antigos do futebol paraense. E os causos que você vai ver em Travinha vão além dos times. Bons personagens destas e de outras bandas vão ser presenças constantes por aqui.

 

Colaborações serão bem vindas. Textos, fotos, vídeos… Tudo o que possa ajudar a contar essas histórias.

 

Seja bem vindo!