As 8 mancadas decisivas para o fracasso do Remo

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1) “Em duas semanas nós conseguiremos formar um time competitivo”. Foi o que disse o presidente do Remo, Amaro Klautau, logo depois de ser eleito em dezembro. Ele dizia que não faria nenhuma contratação enquanto não fosse empossado, no dia 5 de janeiro, 13 dias antes da estréia no campeonato paraense. O cartola acabou revendo a própria decisão e começou a montar o time em dezembro. Não conseguiu evitar um début humilhante: 5×1 para o São Raimundo em pleno Baenão.

 

2) Na política de contratações, nada mudou com a nova gestão azulina. A primeira leva de reforços veio a rodo, por indicação do técnico Flávio Campos. Foram sete novidades, sendo que algumas nem demoraram a deixar o Baenão. O meio-campo Franklin e o atacante Bruno Andrade foram embora ainda no primeiro turno do campeonato estadual. Ninguém notou.

 

3) Anunciar os reforços antes da hora. Ou, em outras palavras: contar com o ovo na cloaca da galinha (para usar uma expressão menos chula). No dia da primeira apresentação dos novos contratados, Amaro Klautau bradou veementemente que já estava tudo certo com o meio-campo Maico Gaúcho, ídolo do clube em 2006. O jogador acabou não vindo porque o Remo não aceitou pagar 75 mil reais de multa rescisória ao Luverdense (MT), clube com o qual Maico tinha vínculo. A mesma coisa aconteceu com o meio-campo Alexandre, do Avenida (RS). Em ambos os casos, os dirigentes dos dois clubes esbravejaram contra a diretoria do Remo na imprensa.

 

4) A insistência em contratar atacantes. Na mesma semana, por exemplo, chegaram Bebeto, Helinho e Edinho. O Leão chegou a ter sete jogadores para esta posição. Nem todos emplacaram. Por Bebeto, o clube pagou caro (75 mil reais por três meses de contrato) e teve pouco retorno: apenas um gol. Edinho, que ia bem nos treinos, foi dispensado depois de cobrar uma oportunidade no time de forma mais incisiva. Helinho demorou, mas acabou sendo o jogador que melhor funcionou lá na frente. Marcou sete gols no campeonato paraense e foi o artilheiro remista na competição.

 

5) A história surreal do meio-campo Claudinho, que chegou para ser o dono da camisa 10, mas não fez um jogo sequer como titular. Primeiro, por causa da demora na regularização. Como Claudinho jogava na Austrália, a transferência internacional levou três semanas para ser concretizada. Depois que tudo foi resolvido, o jogador foi relacionado poucas vezes, entrou em campo em apenas uma partida e não empolgou. “Um jogador mediano”, definiu um radialista setorizado no Remo, pegando leve com o Claudinho.

 

6) As circunstâncias da demissão do técnico Flávio Campos mostraram uma falta de sintonia dentro da cartolagem do Remo. Depois da derrota para o São Raimundo na semifinal do primeiro turno, o presidente Amaro Klautau disse que Flávio estava prestigiado e continuaria no cargo. Mas duas rodadas depois, ele nem precisou perder para cair fora. Depois da vitória de 2×1 sobre o Time Negra, a diretoria iniciou um processo de fritura que durou 24 horas. Só esperou a derrota do Castanhal para o Paysandu no dia seguinte, para que Artur Oliveira (então técnico do Japiim) fosse anunciado como novo comandante do Remo. Ninguém da diretoria assume, mas especula-se que a demissão de Flávio Campos estava sendo tramada há mais tempo e que Válter Lima, do São Raimundo, tinha a preferência de alguns cartolas.

 

7) Os erros de bastidores continuaram acontecendo. O mais notável deles foi no dia da viagem para Barras, no Piauí, para o jogo pela Copa do Brasil. Cinco integrantes da delegação (entre eles o técnico Flávio Campos e o meio-campo Toninho) não conseguiram embarcar por causa de erro na grafia dos nomes relacionados para viajar. A situação foi mostrada de forma bem embaraçosa na imprensa.

 

8) Artur Oliveira tem identificação com o Remo, é um excelente motivador, mas pecou por algumas invencionices táticas. Usar o zagueiro San ou o volante Ramon na lateral-direita e o volante Marlon como lateral-esquerdo foram aventuras não muito bem sucedidas. Atitudes que se tornaram necessárias pelo fato de o Remo não ter um elenco muito bom. Nas laterais, por exemplo, havia apenas um especialista para cada posição e mais alguns improvisados em potencial. Complicado…

 

Se você tem alguma outra teoria para o que aconteceu com o Remo, que vai ficar sem disputar competições oficiais até janeiro do ano que vem, esteja à vontade para comentar aí embaixo.

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6 Responses to As 8 mancadas decisivas para o fracasso do Remo

  1. Paulo disse:

    Cara, um erro que o Remo cometeu esse ano, mas que é bem a cara do futebol paraense, é achar que porque ganhou o clássico então tá tudo bem.

  2. Diogo Puget disse:

    Carta branca a uma comissão técnica para contratar reforços. O clube não tem uma diretoria especializada nem profissionais competentes que conheçam futebol, que assistem e acompanham o mundo da bola. Tem muitos craques por ai mas nossos dirigentes não querem ter o trabalho de correr atras. É sempre mais fácil aceitar o que vem mais de forma tranquila, e sabe lá se não tem gente ganhando em cima desses cntratados que ninguem conhece. Tipo assim, olha vais assinar com o remo por R$10 mil, R$5 mil é teu e R$5 os dirigentes dividem…

    Outro ponto que poderia ser adcionado a essa lista é a velha centralização de poder no comando principal do clube. Presidente não é pra contratar, presidente poderia ate se dar ao luxo de não entender e/ou falar de futebol. Presidente é pra administrar. Aqui é tudo ao contrario, é mais quem quer aparecer!! Amaro Klautau e política tem tudo a ver, todo mundo sabe do interesse do tal presidente.

  3. Tom Cardoso disse:

    deixa o falecido… hauhauahauhauahauahuah FORA DE SÉRIE!!!

  4. RENATO disse:

    todo castigo é pouco pro cachorro de peruca azul, ARÊ Ê Ê, O remo VAI MORRER NA SÉRIE? NA SÉRIE? ????????

  5. MARCIO ROMÃO MARIGLIANI disse:

    O ERRO NÃO É SÓ DO REMO E DE TODO O FUTEBOL PARAENSE QUE HÁ MUITO TEMPO DEIXOU DE SER PROFISSIONAL PARA SER UM FUTEBOL DE VARZEA,POIS É COM EU VEJO OS DIRIGENTES DE FUTEBOL DO ESTADO.FICO TORCENDO PARA A RECUPERAÇÃO DO NOSSO FUTEBOL, MORO EM FORTALEZA E FICO MUITO TRISTE COM TUDO ISSO.

  6. Joviniano disse:

    Temo pelo futebol paraense. Na verdade, o que está acontecendo com o Remo é o reflexo do que o estado do Pará vive atualmente. O futebol do Pará está muito decadente, assim como o bairro Jurunas em Belém é altamente violento e insano.

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