O sonho de Galvão

galvao

 

João Galvão é um cara simples. Paraibano e apaixonado por futebol desde garoto, seguiu o sonho de quase todos os jovens brasileiros e tentou ser jogador. Não teve muito sucesso. As andanças da família o levaram até Marabá, no sudeste do Pará. Desistiu de ser um grande atleta mas não deixou o futebol de lado. Foi um dos fundadores do Águia, clube que surgiu em 1982 e se profissionalizou em 1999. Galvão já jogou, foi presidente e técnico da equipe. Chegou a acumular os dois últimos cargos no ano passado, a temporada mais importante da história do Azulão. Em 2008, o Águia foi vice-campeão paraense e quinto colocado na série C do Brasileiro. Só não subiu para a Segundona porque ficou um gol atrás do Duque de Caxias nos critérios de desempate.

 

Nas últimas semanas, Galvão dizia que o dia 16 de abril traria a realização de um sonho. O jogo entre Águia e Fluminense pela Copa do Brasil o colocaria frente a frente contra um de seus grandes ídolos: Carlos Alberto Parreira, campeão do mundo com a seleção brasileira em 1994. Seria um duelo quase novelesco. De um lado, um treinador vitorioso com longa rodagem internacional. Do outro, um técnico que desponta no cenário do esporte mais por ser um bom personagem e por não ser muito além de um bom “arrumador de times”. A diferença foi evidenciada antes do jogo da última quinta-feira. João Galvão deu de presente a Parreira uma caixa de castanhas-do-pará e bombons de chocolate. Um gesto simplório e cheio de uma gentileza quase devocional.

 

Só que a cordialidade de Galvão terminou com o apito inicial do jogo. O Águia partiu pra cima do Fluminense e abriu o placar logo a um minuto de bola rolando. Fez 2×0 ainda no primeiro tempo. O tricolor só marcou o gol de honra no segundo tempo, tornando o trabalho dos cariocas no jogo de volta mais fácil. O Flu só precisa de 1×0 no Maracanã para marcar presença nas oitavas-de-final da Copa do Brasil.

 

Mesmo sabendo que eliminar o Fluminense não será fácil, Galvão está em êxtase. Os fatos já ultrapassaram os limites do sonho dele. E lá se vai o Águia, surpreendendo quando menos se espera e protagonizando histórias que brincam com a fronteira entre o fantasioso e o real.

Anúncios

One Response to O sonho de Galvão

  1. Haroldo Lisboa disse:

    O Real e’ que esse time do Galvao “Boca”, costuma jogar melhor fora de seus terreiros e ai Xerem ou Maraca, pouco importam para eles.

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: