Raio-x das semifinais

Assim como os campeonatos carioca, paulista, mineiro e gaúcho, o Parazão 2009 também pega fogo neste domingo de páscoa. Teremos as semifinais do segundo turno. Em uma chave, um confronto entre equipes do interior. Na outra, um clássico disputado antes da decisão e marcado por nervosismo e mistério.

 

Em Santarém, o São Raimundo recebe o Águia de Marabá. O alvinegro santareno terminou a fase de classificação na liderança e, por isso, entra em campo com duas vantagens: precisa só de um empate para chegar à final e joga em casa, no estádio Barbalhão. Os 15 mil e 800 ingressos colocados nas bilheterias estão esgotados. Já estavam quase todos vendidos na quinta-feira. O time marabaense quer continuar provando que jogar longe de casa não é obstáculo para as boas equipes. Como o estádio de Marabá não tem condições de segurança para jogos de grande porte, o Águia tem sido forçado a jogar longe da cidade desde a fase final série C do ano passado. Ainda assim, foi o quinto colocado no campeonato brasileiro e só não subiu para a segundona porque perdeu para o Duque de Caxias no critério de gols marcados. E no Parazão, chegou com tranqüilidade às semifinais do segundo turno depois de bater na trave no primeiro.


Já o estádio Mangueirão vai receber o Re-Pa de número 700. É um clássico histórico não só pelo número que vai alcançar, mas também pela possibilidade de a temporada 2009 acabar para o Remo. O Leão precisa ser pelo menos vice-campeão estadual para conquistar uma vaga na série D do campeonato brasileiro. Como o Papão faturou o primeiro turno e o primeiro lugar na decisão do título, uma derrota no clássico significa o fim da linha para os azulinos. Aliás, um empate tem esse poder, já que o Papão tem a vantagem. O Paysandu, mesmo tranqüilo, não quer deixar escapar a oportunidade de conquistar o segundo turno e matar o campeonato sem uma final extra.

 

Para ajudar a compreender o clima das semifinais do segundo turno do Parazão, Travinha faz um breve raio-X das quatro equipes participantes.

 

São Raimundo

 

01-sao-raimundo

 

Campanha no segundo turno: 1º lugar, com 16 pontos, 5 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 14 gols marcados e 8 sofridos.

 

Campanha geral: 2º lugar, com 33 pontos, 10 vitórias, 3 empates e 4 derrotas, 31 gols marcados e 21 sofridos.

 

Artilheiro: Hélcio, com 12 gols

 

Ponto forte: o conhecimento que o técnico Valter Lima tem do elenco. Nomes desconhecidos que saem do banco de reservas se transformam em armas importantes com a maior facilidade.

 

Ponto fraco: o time parece tremer em momentos de pressão. Na semifinal do primeiro turno, só passou pelo Remo porque tinha a vantagem do empate. Na final contra o Paysandu, tomou de 3×0 no primeiro jogo. Venceu o segundo por 3×2, quando ninguém mais acreditava que o Pantera pudesse reagir.

 

Águia

  01-aguia1

 

Campanha no segundo turno: 4º lugar, com 14 pontos, 4 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 15 gols marcados e 10 sofridos.

 

Campanha geral: 4º lugar, com 24 pontos, 7 vitórias, 3 empates, 4 derrotas, 27 gols marcados e 22 sofridos.

 

Artilheiro: Felipe, com 7 gols.

 

Ponto forte: o meio-campo. Os volantes Analdo e Marabá são eficientes no desarme e no toque de bola. O armador Flamel é o jogador mais criativo do time e quase sempre perfeito nas cobranças de falta.

 

Ponto fraco: o ataque do Águia tem os piores números entre os semifinalistas. A média de gols é inferior a dois por jogo. Se Felipe está em boa fase, Aleílson continua com o costume de desperdiçar chances incríveis na frente da trave.

 

Paysandu

01-paysandu

 

Campanha no segundo turno: 2º lugar, com 16 pontos, 5 vitórias, 1 empate, 1 derrota, 13 gols marcados e 9 sofridos.


Campanha geral: 1º lugar, com 39 pontos, 12 vitórias, 3 empates, 2 derrotas, 42 gols marcados e 24 sofridos.

 

Artilheiro: Zé Carlos, com 9 gols.

 

Ponto forte: os números. Eles comprovam que o Papão é o melhor time do campeonato. É o que mais venceu, é o que menos perdeu, é o que mais marcou gols… A defesa, que foi o calo do time no primeiro turno, melhorou bastante no segundo. Sem contar que o clube já está na final do campeonato, graças ao título do primeiro turno.

 

Ponto fraco: a guerra de nervos em que o time se meteu por causa da mania de perseguição com a imprensa. Édson Gaúcho chegou a interromper um treino tático de portões fechados porque viu que cinegrafistas acompanhavam a movimentação da janela de um prédio vizinho.

 

Remo

01-remo

 

Campanha no segundo turno: 3º lugar com 14 pontos, 4 vitórias, 2 empates, 1 derrota, 16 gols marcados e 7 sofridos.

 

Campanha geral: 3º lugar com 26 pontos, 7 vitórias, 5 empates, 3 derrotas, 29 gols marcados e 21 sofridos.

 

Artilheiro: Helinho, com 6 gols.

 

Ponto forte: a reação da equipe no segundo turno. O time foi mais regular, Helinho passou a se destacar como o homem de referência no ataque e Rogério Corrêa virou o xerifão da zaga remista.

 

Ponto fraco: a pressão. Um fracasso no clássico deste domingo dá ao Remo um buraco de nove meses sem competições oficiais. E os jovens jogadores do Leão já demonstraram no jogo contra o Flamengo que ainda não aprenderam a lidar com uma tensão tão grande.

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