O justo pleito de Santarém

Você tem certeza de que há algo de estranho no futebol local quando uma entidade como a Federação Paraense atropela os interesses do Remo ou do Paysandu. É o que está prestes a acontecer, caso o São Raimundo se classifique para as semifinais do segundo turno em primeiro ou segundo lugar. O Remo fala em ir até as últimas conseqüências para não jogar em Santarém se cruzar com o Pantera na semifinal. Só que o diretor técnico da FPF, Paulo Romano, já disse que não há nada que impeça um jogo da fase decisiva no interior do estado.

 

No fundo, no fundo, a polêmica é motivada pelo bom desempenho que o São Raimundo tem nos jogos em casa: venceu quatro das seis partidas que disputou no Barbalhão. Além disso, o alvinegro é um pequeno fenômeno de público. Tem uma média de quase 9 mil pagantes por jogo, número muito melhor que o dos grandes da capital. Ou seja, é uma situação de risco para um clube que tem tido uma campanha irregular, como é o caso do Remo.

 

Só que a explicação dada pela diretoria azulina diz respeito à ata da reunião do conselho técnico da FPF, realizada em setembro do ano passado. No documento, estão registrados alguns esboços de regras para os campeonatos de 2009 e 2010. Entre elas, uma linha que diz que “os jogos das fases semifinais e finais dos turnos devem ser realizados, em princípio, no Estádio Olímpico do Pará”. É na entrelinha aberta pelo termo “em princípio” que a cartolagem remista aposta.

 

Por outro lado, a Federação contesta este argumento e diz que vale o que está no regulamento da competição, que não tem nenhum artigo determinando o Mangueirão como o local obrigatório para os jogos decisivos. Tanto que, na tabela oficial, os locais das semifinais e das finais estão em branco.

 

O São Raimundo apenas aguarda a poeira baixar, precisando de uma simples vitória em casa sobre o lanterna Ananindeua para ter direito ao mando de jogo na semifinal. A diretoria do clube informou que já identificou e entregou à polícia duas pessoas que teriam atirado objetos em direção ao gramado no jogo do último sábado contra o Paysandu, o que já isentaria o clube de uma possível punição por mau comportamento da torcida.  Agora é só esperar para ver até onde vai esse apoio da Federação e se essa briga do Remo para não jogar no interior vai ser realmente necessária.

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