Simplesmente Zé

ze-augusto

 

O diminutivo de um dos nomes mais comuns no Brasil geralmente é utilizado fora de contexto de uma forma pejorativa. “Fulano de tal é muito Zé!”, diz alguém que quer se referir ao interlocutor como alguém desprovido de esperteza. Quem se apropria do apelido monossilábico desse jeito certamente não conhece José Augusto da Conceição, o Zé Augusto.

 

No Re-Pa deste domingo, Zé fez algo com o que está acostumado: decidir os jogos a favor do Paysandu. Já são 13 anos de bons serviços prestados, em competições que vão desde o brasileiro da série C até a Libertadores da América. No último clássico, entrou aos 31 minutos do segundo tempo. A partida estava equilibradíssima, aberta. Era um 0x0 que proporcionava o risco intermitente de uma vitória (merecida para cada lado). Foi aí que Zé, apenas dois minutos depois de entrar, deu o xeque-mate. A jogada começou com um belíssimo lançamento de Roni. Quem recebeu foi Balão, parceiro de Zé no Paysandu há pelo menos sete anos. Balão cruzou e o veterano atacante completou com um toque sutil para o fundo das redes.

 

Foi o suficiente para decidir o Re-Pa de número 699 e acabar com o tabu de quase 3 anos sem vitórias do Paysandu em clássicos. Zé ainda tentou retribuir com um cruzamento na medida para Balão a poucos minutos do fim do jogo. Mas a pontaria ruim da cabeçada do companheiro, talvez obediente à sina de Zé, fez com que o mérito do gol da vitória ficasse quase que exclusivamente ao atacante de apelido comum.

 

Aliás, apelido é o que não falta para Zé Augusto. Zé Maluco, Zé da Fiel, Terçado Voador, Zé Doido… Um cardápio riquíssimo para os bicolores se embriagarem de gratidão.

 

Garrincha costumava chamar de “João” os adversários a quem driblava. Quem sabe um nome não menos brasileiro possa começar a batizar aqueles que ganham a torcida pela garra e pela predestinação. Simplesmente Zé.

 

O Re-Pa em drops

 

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– Belíssima partida das zagas de Remo e Paysandu. Do lado bicolor, Roni e Luciano mostraram uma sintonia que ainda não tinha sido vista neste Parazão. Do lado remista, Rogério Corrêa e Márcio Pereira foram menos técnicos, mas igualmente eficazes.

 

– Artur Oliveira poderia ter tido sorte melhor se fosse mais ousado. Só abandonou o esquema com três volantes depois que o Remo tomou o gol. Antes disso, Jaime ficou sobrecarregado na armação das jogadas. E Diego Maciel e Marlon não acompanharam o bom desempenho de Ramón na contenção. E mais: Helinho foi figura apagadíssima no ataque.

 

– A diretoria do Paysandu decidiu premiar os jogadores e a comissão técnica com 10% da renda recebida pelo clube no jogo. Além do gordo bicho, o dinheiro vai servir para adiantar o pagamento da folha salarial de março.

 

– O Re-Pa de número 700 pode nem acontecer este ano, caso Remo e Paysandu não se enfrentem nas semifinais ou finais do segundo turno ou ainda na decisão do campeonato.

 

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3 Responses to Simplesmente Zé

  1. Tom Cardoso disse:

    quero saber qual o jogo que o arthur(bobo da corte) assistiu??? só fala besteira

  2. Paulo Guedes disse:

    é, o artur tá comendo bola. eu não vi nenhum gol sair de “um chutão”.

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