Conexão Caxias do Sul

cicinho   da-silva

 

“Quem é Cicinho? Quem é Da Silva? Não vejo bola nenhuma nesses dois. Não vão jogar em clube nenhum fora do Remo”. A declaração aloprada foi do ex-presidente do Remo, Raimundo Ribeiro, poucos dias depois que os dois jogadores entraram na Justiça do Trabalho contra o Remo. Alguns meses depois, os fatos fazem RR queimar a língua. Melhor para os dois jovens atletas.

 

O lateral-direito Cicinho e o zagueiro Da Silva tem 21 anos e foram formados nas divisões de base do Remo. Começaram a se destacar na série B de 2007. Na época, o clube não saía da zona de rebaixamento e sofreu uma debandada nas rodadas finais da competição. Em algumas partidas, precisou recorrer a quatro ou cinco jogadores do sub-20. E assim surgiram as oportunidades para os nossos personagens. Cicinho chegou a marcar um gol contra o Vitória no Barradão num jogo que terminou 1×1.

 

Os dois foram titulares na temporada 2008 e após o rebaixamento do Leão para a série D, resolveram tomar novos rumos. Aproveitaram um artigo da Lei Pelé que permite ao jogador pedir a rescisão de contrato sem ônus, em caso de atraso superior a três meses no pagamento dos salários (que eram na casa de mil reais por mês). Ambos foram à Justiça. No final do ano passado, fecharam os acordos. Da Silva recebeu 23 mil reais. Cicinho, 10 mil e 400. E assim, estavam livres para negociar com outros clubes. Mal sabia o Remo que estava pagando para perder duas possíveis minas de ouro.

 

Cicinho e Da Silva foram contratados pelo Juventude. Cicinho ainda tenta se firmar no time. Fez apenas duas partidas no Campeonato Gaúcho. Por outro lado, Da Silva é titular absoluto na zaga do time de Caxias. Começou jogando em sete das oito rodadas. Só não fez os oito jogos por causa de uma suspensão pelo terceiro cartão amarelo. É um dos grandes nomes da segunda defesa menos vazada do Gauchão, com apenas cinco gols.

 

Semana passada, surgiram rumores de que Da Silva já teria acertado a transferência para o Internacional logo depois do campeonato gaúcho. A transação giraria na casa de 1 milhão de reais. A especulação ainda não se concretizou. Só que por mais que seja boato, já dá uma noção do tamanho do lucro que passou na porta do Remo e foi perdido pela má gestão.

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