Sobre Remo x Flamengo

07/04/2009

 - Nos treinos após a vitória sobre o Castanhal pelo Parazão, o técnico do Remo Artur Oliveira não escondia a preocupação com o lateral do Flamengo Léo Moura. Tanto que tinha até pensado num esquema tático diferente para conter os avanços do ala ao ataque. Sorte ou simples traquinagem do destino, Léo Moura está entre os titulares poupados por Cuca para o jogo desta quarta-feira. Artur deve agradecer ao colega flamenguista ou se preocupar com o substituto?

 

- Falando em Artur, o técnico remista cometeu uma gafe involuntária ontem à noite. Foi ao aeroporto buscar o filho que chegava de Rio Branco, mas acabou dando de cara com centenas de torcedores rubro-negros que esperavam a chegada do Flamengo para tietar os jogadores. Artur ficou visivelmente sem graça ao perceber a situação, mas deu sorte por ter encontrado muitos fla-remistas no saguão de desembarque.

 

- O técnico Cuca driblou as entrevistas na chegada a Belém, apesar de ter uma história na cidade. O Remo foi um dos últimos clubes do ex-craque do Grêmio na carreira como jogador. Em 1994, o então meia-atacante marcou dois gols na campanha do Leão no campeonato brasileiro da série A. Um deles foi uma pintura na goleada de 5×1 em cima do Cruzeiro em pleno Mineirão. Em 1999, já como treinador, Cuca voltou a Belém no comando do Avaí para enfrentar o Remo. O Leão venceu por 7×1 e Cuca talvez tenha se arrependido de existir naquela noite. Em 2001, Alex Stival foi contratado para comandar o Remo, que andava entre trancos e barrancos na série B. Perdeu um Re-Pa na Curuzu e caiu com o time para a lanterna do campeonato, mas comandou uma reação com quatro vitórias consecutivas. Só que algumas rodadas mais tarde, perdeu três jogos consecutivos e pediu o boné. Sem Cuca, o Remo conseguiria se livrar do rebaixamento para a série C apenas na penúltima rodada. O treinador voltaria à cidade em 2005, comandando o Coritiba num jogo pela série A contra o Paysandu. A partida foi na semana anterior ao Círio de Nazaré e Cuca trabalhou vestindo uma camisa com a imagem de Nossa Senhora. A proteção da padroeira não adiantou e o Coxa perdeu por 3×1 para o Papão.

 

Confira o jogo em que Cuca arrepiou com a camisa do Remo:

 


Vocabulário da crônica esportiva paraense #02

28/03/2009

Maior rival – pode significar “Remo” ou “Paysandu”, dependendo de quem fala. Essa expressão surgiu na boca de radialistas setorizados, que cobrem apenas o dia-a-dia de um dos clubes. Como alguns deles seguem a linha de “repórteres-torcedores”, evitam falar o nome do outro time, do mesmo jeito que os fanáticos mais chatos fazem.

 

Aplicação: “O Remo fez hoje o treino que definiu o time titular para enfrentar o maior rival” ou “O Paysandu levou a melhor no último clássico contra o maior rival”.

 

Contrário – jogador do outro time. Esta é uma palavra usada no afã de tentar diversificar o vocabulário da cobertura esportiva no rádio. Mas não seria mais fácil fazer uma construção parecida com o que se fala no cotidiano? Ou será que o jogador em questão está do avesso?

 

Aplicação: “O cabeça de área partiu para cima do contrário e fez uma falta dura”.


Vocabulário da crônica esportiva paraense #01

24/03/2009

Canícula – originalmente, é o nome de uma estrela. Segundo este dicionário online, um dos significados da palavra é “estação calmosa, em que essa estrela e o sol estão em conjunção”. Os radialistas paraenses, no entanto, preferem utilizar outro sentido do vocábulo: calor. E como o Pará sofre com as altíssimas temperaturas de qualquer região subequatorial, é extremamente comum o uso desta palavra por radialistas que querem demonstrar que têm vocabulário.

 

Aplicação: “Remo e Paysandu entram em campo logo mais debaixo de uma forte canícula nesta tarde de domingo”.

 

Flancos – é uma expressão muito utilizada em circunstâncias militares, pois se refere ao lado de um exército. Mas no Pará, é adaptada no futebol. É usada geralmente por radialistas das antigas e por treinadores medianos que tentam emplacar na carreira com um papo meio “sábio”.

 

Aplicação: “Como os laterais da minha equipe têm características ofensivas, tenho que aproveitar para jogar pelos flancos”.

 

Entregue ao DM – as duas letrinhas formam a sigla de departamento médico e são utilizadas mesmo quando um clube não tem uma sala para o atendimento dos jogadores. Se um jogador se machuca num treino e fica fora dos gramados, ele é “entregue ao DM”, ainda que o clube não tenha um médico.

 

Aplicação: “O centroavante Rabicó torceu o tornozelo e foi entregue ao DM do clube”.


É Pará isso!

21/03/2009

Hoje de manhã, no estádio do Souza, o jogo Ananindeua x Time Negra começou com 23 minutos de atraso. O árbitro Cláudio França se recusou a dar o apito inicial quando constatou que não havia linhas marcando os limites das áreas dos dois lados. Foi preciso chamar um funcionário da Tuna para preparar o cal e fazer a marcação às pressas. Não ficou lá essas coisas, mas deu para diferenciar onde se apitaria falta e onde se apitaria pênalti. Só não deu pra esperar uma meia lua em cada área ou mesmo um círculo central.

 

O jogo até que foi bom: o Time Negra venceu de virada por 3×2.


Chuteira furada no calo dos outros é refresco

18/03/2009

Na semana passada, Travinha insinuou que o atacante Albertinho poderia ter feito corpo mole para enfrentar o Remo. Entretanto, o próprio jogador provou no fim de semana que a história do calo no pé não era cascata. Fez um gol em cima do Paysandu e confessou, após o jogo, que só conseguiu entrar em campo porque cortou a parte de trás da chuteira direita. Assim, o calo no calcanhar incomodaria menos. A história curiosa ganhou espaço inclusive na edição nacional do Globo Esporte. E é por isso que o blog faz um mea culpa e parabeniza Albertinho pela criatividade.

 

Mas não custa nada perguntar: por que ele não usou a chuteira furada no jogo contra o Remo?


Marcações alternativas – versão paraense

15/03/2009

maraba-x-robinho

 

Há prazeres futebolísticos que só algumas competições podem proporcionar pra você. E geralmente são as copas: Copa do Brasil, Copa da UEFA, Copa Conmebol… Todas elas guardam em seus históricos alguns confrontos de extremo deleite para os amantes do chamado “futebol alternativo”. Ou seja, de clubes obscuros, jogadores de nomes bizarros ou as chamadas “feras meia-boca”, como definiu o jornalista Carneiro Neto. Pois bem, é quase só em torneios como este que as zebras acontecem, times recheados de estrelas tropeçam em equipes da 4ª divisão e marcadores toscos anulam astros internacionais.

 

O espírito deste prazer é resumido em uma comunidade do Orkut chamada “Amaral marcando Zidane”, que faz menção a um jogo entre Fiorentina x Juventus. O cabeça de área caolho (que jogava na Fiorentina) realmente jogou com a missão de anular o craque francês (que estava na Juve). E o momento ficou eternamente marcado.

 

O futebol paraense também é uma frutífera fonte de encontros surreais dentro de campo. E Travinha ajuda você a relembrar alguns:

 

Alex Rava marcando Keirrisson (Coritiba 6×0 Tuna – 27/02/2008)

Hoje, Keirrisson é K-9, é o goleador do Brasil, é o projeto de marketing futebolístico mais ambicioso do país depois de Ronaldo, é candidato à seleção brasileira. Mas no início do ano passado, ainda não tinha toda essa projeção. Com ele em campo, o Coritiba cruzou o caminho da Tuna na primeira fase da Copa do Brasil. No jogo de ida, em Belém, 0×0. Na volta, no Couto Pereira, o jovem zagueiro Alex Rava não segurou a velocidade do atacante. Tomou um vareio de K-9 e a Tuna levou de 6×0, com dois gols de Keirrisson. 

 

Tarubá marcando Vágner Love (Tuna 1×3 Palmeiras – 04/04/2004)

Quatro anos antes, a Tuna já havia proporcionado outra marcação alternativa na Copa do Brasil. Assim como em 2008, enfrentou o então campeão da série B nacional. O zagueiro Tarubá recebeu a espinhosa missão de marcar ninguém menos que Vágner Love. O becão chegou a marcar o gol de honra da Águia, mas o “artilheiro do amor” foi melhor: marcou dois dos três gols que garantiram a classificação do Palmeiras sem a necessidade do jogo de volta.

Edyrlei marcando Washington (Ponte Preta 8×1 Castanhal – 21/03/2001)

Em 2001, tinha sido a vez do Castanhal proporcionar um encontro inusitado na Copa do Brasil. De um lado, o matador Washington, que estava em sua grande temporada na Ponte Preta. Do outro, o zagueiro outsider Edyrlei. O resultado foi o óbvio. O becão não viu a cor da bola e o Coração Valente passeou. Marcou quatro gols na goleada histórica da Macaca.

 

Correia marcando Bebeto, Edmundo e Sorato (Vasco 2×0 Paysandu – 16/02/1992)

Em 1992, o Vasco tinha um dos ataques mais poderosos do Brasil. Estava lá Bebeto, consagrado no Flamengo e na seleção, ao lado de dois jovens valores: Sorato, que já tinha feito o gol do título brasileiro em 89, e Edmundo, ainda sem ter desabrochado o temperamento que lhe rendeu o apelido de Animal. Um poderio ofensivo e tanto para a dupla de zaga Nad e Correia. Nad foi expulso e Correia acabou ficando com o trabalho sujo sozinho. Bebeto fez dois e os seus jovens escudeiros nem precisaram marcar para ajudar.

 

Ney Sorvetão marcando o São Paulo de Telê (Paysandu 3×0 São Paulo – 23/05/92)

Mas não é só de marcações mal sucedidas que se faz esta lista. O modesto time do Paysandu conseguiu atropelar o São Paulo que viria a se tornar campeão mundial alguns meses mais tarde. A zaga bicolor, comandada por Ney Sorvetão, não tomou conhecimento do poderoso time de Telê Santana. Raí, Muller, Cafu… Todos vieram ao Mangueirão apenas passear. Ou melhor, ver o passeio do Papão.

 

Gilton marcando o “ataque dos sonhos” (Paysandu 2×0 Flamengo – 06/09/95)

Na véspera do feriado da independência em 95, o zagueiro alagoano Gilton teve uma missão incomum. Durante 90 minutos, teria que testar na prática o badalado “ataque dos sonhos” do Flamengo: Sávio, Edmundo e Romário. Mais de 45 mil pessoas foram ao Mangueirão, e grande parte da massa apoiava os rubro-negros. Mais pela mística flamenguista do que pelos resultados que o time apresentava. Em campo, as estrelas acabaram tomando chapéu.

 

Marabá marcando Robinho (Paysandu 2×3 Santos – 24/08/05)

Nem na época do Paysandu na Libertadores um jogo em Belém atraiu tanta atenção internacional. Tudo porque foi na capital paraense a despedida de Robinho antes de ir para o Real Madrid. Dezenas de jornalistas estrangeiros e milhares de torcedores de outros clubes foram ao Mangueirão. O Santos ganhou, mas Robinho passou batido em sua própria festa graças a um carrapato. O jovem volante Marabá entrou em campo com a missão de anular o astro do dia. E assim fez. Não desgrudou de Robinho um minuto e sufocou qualquer tentativa de gol do craque. Só não ajudou a evitar a derrota do Papão. Hoje, Robinho está no Manchester City. Marabá, no Time Negra.

 

Irituia marcando Nilmar (Remo 1×0 Internacional – 19/03/03)

Em 2003, o Inter ainda não era o campeão de tudo e tampouco tinha se tornado um “time europeu no Brasil”, em termos de faturamento, marketing e organização. Havia acabado de escapar do rebaixamento para a série B. Mas tinha no elenco uma jóia prestes a ser descoberta: Nilmar, então com 19 anos. O atacante entrou  no segundo tempo do jogo contra o Remo pela Copa do Brasil, mas não teve espaço para jogar graças à dupla de zaga formada por Irituia e Augusto. Irituia, inclusive, marcou o gol da vitória remista.

 

Mongol marcando Valdir Bigode, Jardel e Bismarck (Vasco 4×0 Remo – 16/04/93)

Acredito que, hoje em dia, dificilmente um jogador de futebol teria o apelido de Mongol. Mas no início dos anos 90, um zagueiro do Remo tinha. Ele tinha sido campeão carioca pelo Botafogo em 89 (na reserva) e era o titular da defesa azulina, apesar de ser um perna de pau. Provou isso no jogo contra o Vasco pela Copa do Brasil de 93. O time carioca tinha Bismarck (que foi à Copa de 90) e mais dois jovens atacantes que se revelavam naquela temporada: Valdir e Jardel. Não foi páreo e o Leão acabou goleado.

 

Joel Santana marcando Alcino (Remo 0×0 Vasco – 13/09/72)

Para encerrar nossa lista, um resgate do início dos anos 70. Neste jogo entre Remo x Vasco, pelo campeonato brasileiro, quase 20 mil pessoas foram ao Baenão para ver Tostão. O craque era o jogador mais caro do país na época, e um dos mais badalados também. Um dos alambrados do estádio até caiu por causa da pressão da torcida. Mas o Remo também tinha o seu astro particular: Alcino, o Negão Motora, um dos mais importantes jogadores da história do clube. Goleador polêmico, Alcino teve pela frente um marcador que se tornaria uma figura folclórica do futebol brasileiro alguns anos mais tarde: Joel Santana. No mano a mano, o hoje conhecido como “Papai Joel” se deu bem. Afinal de contas, o jogo terminou sem que a rede balançasse. Ah, quem marcou Tostão naquele noite foi a dupla composta por Dutra (que depois virou técnico, inclusive do Remo) e Mendes (que veio a jogar na Portuguesa alguns anos depois).


A caminho dos 700

12/03/2009

Uma descoberta recente do historiador e jornalista Ferreira da Costa engrandece ainda mais a importância do clássico Re-Pa. Os dois maiores rivais do futebol amazônico estão perto de chegar ao confronto de número 700, uma marca imbatível no Brasil.

 

Se atualizássemos os números da primeira edição do livro “A História do Clássico Remo x Paysandu”, de 2003, seriam 694 Re-Pa´s, contando com os 2×2 no Parazão 2009. Só que o autor refez a pesquisa e encontrou quatro partidas que estavam “perdidas”. “Nesses últimos seis anos, consegui indícios mais fortes da realização desses jogos e passei a computá-los nos números oficiais”, explica Ferreira da Costa.

 

Assim, o Re-Pa do dia 22 de março será o de número 699. Caso os dois rivais se enfrentem nas semifinais ou final do segundo turno, o 700º clássico será realizado ainda em abril. Ferreira da Costa pretende aproveitar a marca para lançar a segunda edição do livro sobre o duelo e tentar emplacar este recorde no Guinness Book.

 

Segundo o site Clássico é Clássico, o segundo dérbi mais jogado do Brasil é Maranhão x Sampaio Corrêa, com 594 confrontos.


Polêmica sobre os 7×0

11/03/2009

O leitor Rafael Guimarães me chama de “amigo desinformado” ao comentar no post sobre as 10 maiores humilhações do Remo: “o 1º 7×0 da história foi o Remo que aplicou: Remo 7 x 0 Norte Clube (atual Paysandu) na verdade o time do paysandu teve esse nome após o norte clube receber seu nome”, diz o rapaz.

 

Vamos lá a alguns esclarecimentos…

 

1) O Remo, de fato, tem uma vitória de 7×0 sobre o Paysandu. Foi em 16 de janeiro de 1927, num jogo válido pelo Campeonato Paraense de Segundos Quadros de 1926. Era uma espécie de torneio de aspirantes, que ocasionalmente se chamava segunda divisão. Na época, essa competição servia para promover jogos preliminares às partidas do Parazão propriamente dito. Portanto, não contam como jogos oficiais. Podem conferir em qualquer estatística ou livro sobre a história do futebol paraense e do Remo. Assim, por mais que estes 7×0 sejam cronologicamente anteriores, o que conta para a história é a goleada do Paysandu em 1945.

 

2) No dia desses 7×0 do Remo no confronto dos segundos quadros, o Paysandu já se chamava Paysandu há quase 15 anos. Afinal de contas, o Papão foi fundado em 1914. Ou seja, o Norte Club já havia deixado de existir.

 

3) A maior goleada do Remo na história dos Re-Pas ocorreu no dia 5 de março de 1939, na Curuzu: 7×2. O jogo valia pela Taça Abelardo Conduru e o destaque foi o avançado Jango, que marcou cinco vezes.

 

Fontes: Enciclopédia do Futebol Paraense, Leão Azul Centenário e Papão – 90 Anos de Glória, livros de Ferreira da Costa.


Campeonato multimodal

06/03/2009

 

mapa

Acompanho regularmente o futebol desde 1989, quando eu tinha seis anos de idade. O Parazão começou a se interiorizar mais no final dos anos 90, com a entrada de Águia, Castanhal, Vênus, São Francisco e São Raimundo, entre outros. E posso assegurar que tenho memória boa. Portanto, arrisco dizer: a rodada de abertura do segundo turno do campeonato paraense de 2009 é histórica.

 

São quatro jogos, todos no interior. Em Castanhal, Castanhal x Ananindeua. Em Ipixuna, Time Negra x Águia. Em Breves, Vila Rica x Paysandu. E em Santarém, São Raimundo x Remo.

 

E o fenômeno não vai se limitar à primeira rodada. Ao longo do segundo turno, 19 dos 28 jogos serão no interior do estado. No primeiro turno, foram apenas 9. E os grandes clubes vão ter que colocar o pé na estrada ou, em alguns casos, o traseiro na poltrona do avião ou a embarcação na água.

 

Isso porque o Parazão é o único campeonato estadual multimodal, em se tratando de transportes. Para que os clubes joguem em Castanhal, é preciso percorrer 70 quilômetros pela estrada a partir de Belém. Se um clube sai da capital de ônibus para chegar a Parauapebas, casa do Águia no campeonato deste ano, são 687 quilômetros de chão.

 

Há também viagens de avião previstas. É o único meio de chegar a Santarém, por exemplo: pouco mais de uma hora de voo a partir de Belém. E quem quer encurtar o caminho até Parauapebas, pode pegar um avião até Marabá e depois fazer apenas 70 quilômetros de estrada.

 

E este ano, as viagens de barco vão ficar mais freqüentes. Breves, na Ilha de Marajó, vai sediar jogos de uma competição profissional de futebol pela primeira vez. É a nova casa do Vila Rica. Para chegar lá, é preciso encarar uma longa viagem pelos rios da Amazônia. A média do deslocamento é 12 horas. Mas, dependendo da correnteza ou do desempenho do motor do navio, o “cruzeiro” pode ser mais longo. As embarcações possuem camarotes refrigerados, mas a maioria dos passageiros viaja em redes atadas no convés.

 

O Paysandu vai evitar o desgaste da viagem fluvial. Para o jogo deste domingo em Breves, vai fretar três pequenos aviões e viajar poucas horas antes da partida. São 35 minutos de voo.

 

A média de público pode não ser das melhores. Os gramados nem sempre são um primor. E os jogos quase nunca são espetáculos. Mas só o Pará mesmo para fazer o futebol provocar deslocamentos por terra, água e ar.


Raio-x do público do Parazão

06/03/2009

Os 10 maiores públicos pagantes:

 

1) Remo 2×2 Paysandu (08/02) – 28.194

2) Paysandu 2×3 São Raimundo (01/03) – 14.953

3) Paysandu 4×3 Vila Rica (17/01) – 5.539

4) Paysandu 3×0 São Raimundo (26/02) – 5.463

5) Paysandu 6×4 Castanhal (19/02) – 5.422

 

Comentários: Paysandu em todos os jogos do top 5. Mas três deles foram decisivos (uma semifinal e duas finais), um foi a estréia do clube no Parazão e o outro foi o Re-Pa. Então a condição não é motivo de tanto orgulho assim.

 

Os 10 menores públicos pagantes:

 

1) Ananindeua 0×3 São Raimundo (15/02) – 70

2) Time Negra 2×1 Ananindeua (07/02) – 101

3) Vila Rica 1×0 São Raimundo (07/02) – 112

4) Time Negra 1×1 Vila Rica (15/02) – 131

5) Time Negra 0×2 São Raimundo (04/02) – 133

 

Comentários: o que seria de uma final entre Time Negra e Ananindeua?

 

As maiores médias de público:

 

1) Paysandu – 7.904

2) Remo – 7.492

3) Águia – 2.130

4) Castanhal – 1.791

 

Obs: o cálculo vale apenas para os times que jogaram em casa, propriamente falando. Não se conta, por exemplo, o São Raimundo, já que o time de Santarém só jogou longe de seus domínios. Além disso, não se considera os jogos de “campo neutro” como os de Ananindeua e Vila Rica em Belém.


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.